top of page

Estou cansada ou com Burnout? 5 sinais de que seu trabalho está te adoecendo

  • Foto do escritor: Gisele Mezabarba
    Gisele Mezabarba
  • 26 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
mulher exausta burnout

Domingo à noite chega e, junto com a música do Fantástico, começa aquele aperto no peito, uma angústia inexplicável e um desânimo profundo só de pensar na segunda-feira. Se essa cena é familiar para você, cuidado: isso pode ser mais do que preguiça ou um simples cansaço.

Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou a Síndrome de Burnout como uma doença ocupacional, ou seja, um fenômeno ligado diretamente ao trabalho.

Mas como saber se você precisa apenas de férias ou se está enfrentando um quadro clínico de esgotamento? Neste artigo, vou te ajudar a identificar a linha tênue entre o estresse comum e o Burnout.


A diferença crucial entre Cansaço e Burnout

Muitas pessoas confundem as duas coisas, mas existe uma diferença fundamental: a recuperação.


  • Cansaço Comum: É pontual. Você teve uma semana difícil, entregou um projeto grande e se sente drenado. Porém, após um final de semana de descanso ou alguns dias de folga, sua bateria recarrega e você volta ao normal.

  • Burnout: É crônico. Não importa quanto você durma ou se tire férias; a sensação de exaustão permanece. É como um celular viciado que não segura mais carga. Além do cansaço físico, há um distanciamento emocional do trabalho.


5 Sinais de alerta do Burnout

O Burnout não acontece do dia para a noite. Ele é um processo lento de "queima" (daí o nome burn-out). Fique atento a estes 5 estágios:


1. Exaustão emocional extrema

Não é só corpo cansado. É a sensação de que você não tem mais recursos emocionais para lidar com nada. Qualquer pequeno problema no trabalho parece uma montanha intransponível e gera vontade de chorar ou explodir de raiva.


2. Despersonalização (Cinismo)

Este é um sintoma clássico. Você começa a tratar colegas, clientes ou pacientes de forma fria, distante e até "robotizada". É como se você criasse uma carapaça de indiferença para não sentir mais nada, perdendo a empatia e se tornando mais crítico ou cínico com tudo.


3. Sensação de "Impostor" ou Incompetência

Mesmo que você seja um excelente profissional, o Burnout faz você sentir que seu trabalho não tem valor. A produtividade cai, você comete mais erros por falta de atenção e começa a duvidar da sua própria capacidade, sentindo-se uma fraude.


4. Sintomas físicos sem causa aparente (Psicossomatização)

O corpo grita o que a boca cala. É comum aparecerem:

  • Dores de cabeça constantes (enxaqueca);

  • Gastrite ou dores de estômago;

  • Tensão muscular nos ombros e pescoço;

  • Imunidade baixa (vive gripado);

  • Alterações bruscas de apetite.


5. O "Dread" matinal

O sinal mais claro: acordar já cansado. A simples ideia de ir para o trabalho ou abrir o computador gera taquicardia, náusea ou uma vontade incontrolável de fugir.


Identifiquei os sinais, e agora?

Se você se reconheceu em 3 ou mais desses sinais, é hora de ligar o sinal vermelho. O Burnout não se cura sozinho e, se ignorado, pode evoluir para uma depressão severa ou problemas cardiovasculares.

O tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar:


  1. Psicoterapia: Para entender seus limites, aprender a dizer "não" e ressignificar sua relação com o trabalho. Saiba mais clicando aqui.

  2. Acompanhamento Médico: Em alguns casos, é necessário suporte psiquiátrico para regular o sono e a ansiedade.

  3. Mudança de Estilo de Vida: Atividade física regular (que ajuda a queimar o cortisol) e higiene do sono.



Lembre-se: CNPJ nenhum vale o seu CPF. Sua saúde mental é seu ativo mais precioso.

Sente que seu trabalho está te adoecendo? Não espere o corpo "pifar" de vez. Para entender seus limites, aprender a dizer não (leia nosso artigo sobre isso) e ressignificar sua relação com o trabalho.


A terapia é um espaço seguro para traçar estratégias de enfrentamento e recuperação.

Comentários


©2025 - Por Gisele Mezabarba

bottom of page