Ansiedade ou algo mais grave? Por que o seu corpo insiste em ficar em "modo de alerta"
- Gisele Mezabarba

- 11 de mai.
- 3 min de leitura
Você já sentiu o coração disparar sem motivo aparente, um nó constante na garganta ou uma dor no peito que fez você acreditar que algo grave estava acontecendo? Se você já buscou ajuda médica, fez exames e ouviu que "está tudo bem fisicamente", mas os sintomas continuam, este texto é para você.

Muitas vezes, a ansiedade é tratada apenas como um excesso de preocupação ou um "turbilhão de pensamentos". No entanto, como psicóloga clínica e pesquisadora de doutorado, vejo diariamente que a ansiedade é, acima de tudo, uma experiência corporal.
O que você sente não é "coisa da sua cabeça". São reações biológicas reais de um sistema nervoso que esqueceu como desligar o alarme.
O cérebro em modo de sobrevivência
Para entender por que o corpo reage de forma tão intensa, precisamos olhar para a biologia. O nosso cérebro possui um mecanismo de defesa ancestral projetado para nos proteger de perigos imediatos. Quando nos sentimos ameaçados, seja por um problema real ou por uma sobrecarga emocional, uma pequena estrutura chamada amígdala dispara o modo de sobrevivência.
Nesse estado, o corpo libera uma descarga de adrenalina e cortisol. O sangue é enviado para os músculos, a respiração fica curta para oxigenar o organismo e a digestão é interrompida. O problema surge quando esse alarme fica "travado".
Para quem convive com a ansiedade crônica, o cérebro opera como se houvesse um perigo constante, mesmo em momentos de descanso. É o que chamamos de desregulação do sistema nervoso.
Os sinais físicos que você não deve ignorar. É ansiedade ou algo mais grave?
A ansiedade pode se "disfarçar" de diversas formas no corpo. Por isso surge a dúvida se é ansiedade ou algo mais grave. Os sintomas mais comuns relatados no consultório incluem:
Taquicardia e palpitações: A sensação de que o coração está batendo fora do ritmo.
Tensão muscular severa: Dores nas costas, ombros e mandíbula (bruxismo).
Alterações gastrointestinais: A famosa "gastrite nervosa" ou desconforto abdominal constante.
Exaustão mental e física: Você acorda sentindo que não descansou nada, pois o corpo passou a noite em alerta.
Como "desligar" o alarme? O papel do EMDR
Entender o que acontece no corpo é o primeiro passo, mas apenas racionalizar não costuma ser o suficiente para fazer os sintomas pararem. Isso acontece porque o trauma e a ansiedade ficam guardados em uma área do cérebro que a "fala" comum nem sempre alcança com facilidade.
É aqui que entra a Terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing). Como especialista nessa abordagem, trabalho no reprocessamento dessas memórias e sensações que ficaram travadas no sistema nervoso.
O EMDR ajuda o cérebro a "digerir" a carga emocional acumulada, permitindo que o sistema nervoso finalmente saia do modo de defesa e retorne ao estado de equilíbrio. Não se trata apenas de conversar sobre o problema, mas de regular a biologia por trás da dor.
Você não precisa carregar esse peso sozinha(o)
Se você sente que o seu corpo está operando no limite e que a ansiedade tem ditado as regras da sua rotina, saiba que existe um caminho para recuperar o controle.
Para quem precisa de um suporte imediato, eu ofereço a Sessão de Regulação Emocional (SOS). É um encontro focado e prático de 50 minutos, onde ensino e aplico com você técnicas neurocientíficas para interromper o ciclo da crise e aliviar os sintomas físicos agora.
Recuperar a segurança no próprio corpo é possível. Se você sente que passou do seu limite, clique no botão abaixo para conversarmos pelo WhatsApp. Vamos dar o primeiro passo para desligar esse alerta e devolver a tranquilidade que você merece.
Sobre a autora
Gisele Mezabarba é psicóloga e atende adultos que enfrentam ansiedade, depressão e traumas, utilizando abordagens baseadas em evidências como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o EMDR.
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