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Por que eu não me sinto "suficiente"? A verdadeira raiz da baixa autoestima (e como curar)

  • Foto do escritor: Gisele Mezabarba
    Gisele Mezabarba
  • 15 de abr.
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

baixa autoestima

Você já se olhou no espelho e repetiu frases motivacionais como "eu sou incrível", "eu mereço o melhor", mas, lá no fundo, sentiu que estava mentindo para si mesma?


A internet está cheia de dicas rápidas sobre como melhorar a autoestima: fazer um dia de spa, comprar roupas novas ou repetir afirmações positivas. Embora essas ações tragam um alívio temporário, elas funcionam como um band-aid em uma ferida profunda.


Se você vive com a sensação constante de que não é bom o suficiente, que é uma fraude no trabalho (a famosa Síndrome do Impostor) ou que não merece ser amado, o buraco é mais embaixo.


Neste artigo, vamos entender por que a sua autoestima não muda apenas com força de vontade e como a psicologia (especialmente o EMDR) pode curar essa dor na raiz.


A autoestima não nasce no espelho, nasce na infância

A forma como nos vemos hoje é um reflexo direto de como fomos "vistos" no passado. O nosso cérebro é como uma esponja durante a infância e a adolescência.

Se você cresceu ouvindo críticas constantes, se teve pais excessivamente exigentes, ou se passou por situações de rejeição e bullying na escola, o seu cérebro registrou uma mensagem muito clara: "Para ser aceito, eu não posso errar" ou "Eu só tenho valor se eu for útil para os outros".

Com o tempo, a voz crítica de quem te machucou lá atrás se torna a sua própria voz interna. Você se torna o seu pior juiz.


Os sinais ocultos da baixa autoestima

A baixa autoestima nem sempre tem a cara de alguém triste no canto da sala. Muitas vezes, ela se disfarça de comportamentos que a sociedade até aplaude. Fique atento a estes sinais:


  • Perfeccionismo extremo: A necessidade de fazer tudo perfeitamente não é "dedicação", é medo de ser julgado e rejeitado ao cometer um erro.

  • Dificuldade de impor limites: O famoso people pleaser (agradador). Você diz "sim" para tudo e todos porque tem pavor de decepcionar as pessoas. (Se você sofre com isso, recomendo fortemente a leitura do nosso artigo sobre a importância de dizer "não").

  • Autossabotagem: Quando as coisas começam a dar certo (em um relacionamento ou no trabalho), você dá um jeito de estragar tudo, pois, inconscientemente, acredita que não merece a felicidade.

  • Permanecer em relações tóxicas: Aceitar o mínimo em relacionamentos amorosos ou amizades porque sente que "é o melhor que consegue".


O que o trauma tem a ver com isso?

Quando falamos em trauma, a maioria das pessoas pensa em acidentes graves ou guerras. Mas, na psicologia, chamamos de "trauma com 't' minúsculo" aquelas situações cotidianas de negligência emocional, humilhação ou invalidação.


Se você não tem certeza se as suas experiências passadas se enquadram nisso, vale a pena ler o nosso guia: Como saber se tenho um trauma emocional? Sinais que talvez você esteja ignorando.


Esses pequenos traumas ficam travados no sistema nervoso e criam as chamadas crenças limitantes negativas, como: "Eu sou burro", "Eu sou feio", "Eu não sou importante". Enquanto essas memórias não forem "digeridas", não importa quantos diplomas você tenha na parede, você continuará se sentindo inadequado.


O desafio extra para quem mora fora

Como atendo muitos brasileiros residentes no exterior, vejo como a mudança de país pode ser um gatilho devastador para a autoestima.

Quando você muda de país, você perde os seus "títulos" sociais. A barreira do idioma, a dificuldade de conseguir emprego na sua área e o choque cultural podem fazer você questionar a sua inteligência e o seu valor. Se a sua base emocional não for sólida, a experiência da imigração pode agravar severamente sentimentos de inferioridade e até desencadear crises de ansiedade.


Como a Terapia EMDR cura a autoestima na raiz

A psicanálise ou a terapia focada apenas na fala são ótimas, mas às vezes você entende racionalmente que é uma pessoa de valor, só não sente isso.

É por isso que a Terapia EMDR é tão revolucionária. O EMDR entende que a baixa autoestima é uma memória perturbadora congelada no seu cérebro.

Utilizando a estimulação bilateral (movimento dos olhos ou toques), nós acessamos essa rede de memórias dolorosas (a professora que te humilhou, o ex-parceiro que te diminuiu) e reprocessamos essas lembranças.

No final do processo, a crença "Eu não sou suficiente" dá lugar a uma nova rede neural fortalecida: "Eu fiz o meu melhor e eu tenho valor". (Para entender a fundo como essa "mágica" neurológica acontece, leia nosso artigo: O que é a terapia EMDR e por que ela é revolucionária).


Você pode reescrever a sua história

Construir uma autoestima sólida exige coragem para olhar para as suas feridas e compaixão para parar de se culpar por elas. O seu valor não é medido pela sua produtividade, pelo seu peso ou pelo quanto as pessoas gostam de você. O seu valor é inerente ao fato de você existir.

Se o seu crítico interno está muito alto, não hesite em buscar ajuda.


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Sobre a autora

Gisele Mezabarba é psicóloga e atende adultos que enfrentam ansiedade, depressão e traumas, utilizando abordagens baseadas em evidências como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o EMDR.


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©2025 - Por Gisele Mezabarba

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